A ARTE EM ESPAÇOS PÚBLICOS NA ITÁLIA

Que essa pandemia mexeu diretamente na indústria das Artes, não temos dúvidas! Com as medidas de segurança para proteção de contágio do novo Coronoavírus, não só os museus e centros culturais ficaram fechados mas também as feiras, bienais, galerias de arte e mostras em geral. Já faz 1 ano que estamos vivendo esse esquema de “abre e fecha” com as medidas mudando a cada mês, praticamente. Neste momento, abril de 2021, temos a certeza que pelo menos até o início de maio nenhuma região da Itália passará para a ‘zona laranja‘ quando pelo menos as galerias podem abrir.

E como ficam os artistas neste cenário? Houve uma grande explosão de leilões online por todo o mundo, assim como feiras com versão digital através de webinars, lives e todos os recursos virtuais que estamos assistindo muitas indústrias usarem cada vez mais.

Mas um movimento que aos poucos vai crescendo na Itália é a apropriação de espaços públicos. Em Firenze, por exemplo, o artista francês JR faz uma intervenção urbana em um palácio da cidade. Já em Napoli, um supermercado (tipo de negócio que não vai fechar em nenhuma ocasião, por motivos óbvios) traz uma exposição nos corredores, entre sabão em pó e carne moída. Fico aqui imaginando o que Andy Warhol e toda trupe da “Pop Art” pensariam disso?

São essas e outras adaptações da vida com pandemia que vão nos mostrando que a Arte sempre sobreviverá e que sempre nos mostrará caminhos de mudança para resistir e seguir a vida!

Confira:

JR pelas ruas de Firenze

A fachada do Palazzo Strozzi na capital da Toscana é o ponto onde a obra “La Ferita – The wound” de JR foi instalada. A intervenção abre um debate e uma nova reflexão sobre o uso dos espaços públicos em tempos de fechamento da cultura.

JR, The Wound. Palazzo Strozzi, Florença 2021. Foto © JR

 

Em Napoli, a exposição “Adicionar ao Carrinho” em um supermercado

A PANDEMIA LEVOU O MUNDO DA ARTE A SE REINVENTAR E EXPERIMENTAR NOVAS FORMAS DE EXIBIÇÃO: OS MUSEUS ESTÃO FECHADOS EM TODA A ITÁLIA E AS GALERIAS ABREM APENAS NA ZONA LARANJA. E AÍ VEM UMA NOVA IDEIA DE NÁPOLES: FAZER EXPOSIÇÕES NO SUPERMERCADO

Laura Niola, do ciclo “Signatura rerum” Repolho no pulmão, 2018 alumínio fundido e latão, mármore – 40 x 40 x 15 cm

 

Fonte: Artribune

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Uma resposta

  1. Que demais! É uma maneira do artista não parar de produzir e assim poder tb mostrar sua arte.
    Que eles inspirem outros artistas!

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